Acordos e desocupações

Olá!

Nos últimos dias, nossa instituição vem passando por momento difíceis e críticos. Na sexta-feira passada, dia 18, tivemos a desocupação do Câmpus Palhoça-Bilíngue, que ocorreu de forma judicial. Neste final de semana, teremos as desocupações dos câmpus Araranguá e Chapecó.

Consideramos legítimas as causas dos alunos que ocupam os câmpus do IFSC, contra a PEC 241 (agora PEC 55) e contra a Medida Provisória de reforma do Ensino Médio. Todo esse tempo me manifestei nesse sentido, seja nos colegiados do IFSC ou por meio do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif), participando, inclusive, em Brasília, de diversas ações no sentido de reverter a tramitação dessas medidas (veja mais aquiaqui). Defendemos as ocupações pacíficas, porém, frente a vários constrangimentos, fomos obrigados a tomar medidas que levaram à desocupação.

No Câmpus Palhoça-Bilíngue, a atitude foi tomada após alunos, servidores (inclusive a diretora), e pais de alunos serem impedidos de entrar no câmpus, bem como denúncias na Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria Geral Federal (PGF) da Advocacia Geral da União (AGU). A situação foi agravada na sexta-feira, com o convite para uma festa pública no campus, no sábado, com participação de pessoas externas ao IFSC, me marcando inclusive nas redes sociais, de forma bem provocativa. Infelizmente, fomos obrigados a agir para garantir a integridade da instituição, bem como de seus alunos.

Nesta segunda e terça-feira, dias 21 e 22, reuniões que envolveram o MPF e a AGU, direções-gerais e integrantes dos movimentos de ocupação, foi acordado que os câmpus Araranguá e Chapecó serão desocupados pelo movimento estudantil até a meia-noite desta sexta-feira, dia 25, com retorno das aulas regulares no dia 28 (veja mais aqui). Essas desocupações também foram motivadas pela restrição de acesso de servidores e estudantes ao câmpus. Tentamos, assim, evitar uma reintegração por pela justiça, que determina força policial nesses casos, a qual não poderíamos intervir.

Estamos tristes em termos que tomar esse tipo de medida, visto que sempre manifestamos apoio à manifestação pacífica dos estudantes. Não podemos, no entanto, como gestores públicos, deixar de zelar pela integridade das pessoas, do patrimônio público e pela regularidade da prestação de nossos serviços. Precisamos respeitar o direito de todos, tanto de quem quer aderir ao movimento quanto de quem não quer! Princípio democrático de manifestações com respeito mútuo. Aguardamos a colaboração de todos para que as desocupações ocorram de forma pacífica.

Evento de Gestão Universitária – Estive em Arequipa, no Peru, participando do XVI Colóquio Internacional de Gestão Universitária. O tema deste ano foi “Gestão da Pesquisa e Compromisso Social da Universidade”. No dia 24, participei do painel sobre financiamento e redes de cooperação. Abordei a necessidade de intensificarmos a atuação das redes de colaboração entre todas as institucional como revermos os sistemas de avaliação da pesquisa para alterar da lógica individualista académica para a pesquisa aplicada coletiva e solidária .

aula-inaugural-cerfeadEspecialização em Gestão Pública – Tivemos esta semana a aula inaugural do curso de especialização em Gestão Pública na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) promovida pelo o Centro de Referência em Formação e EaD (Cerfead). Esta é uma importante iniciativa para capacitarmos nossos servidores e de outras instituições para este importante desafio que é a gestão pública de qualidade.

Até a próxima semana!

Sobre Maria Clara

Maria Clara é professora do IFSC desde 1990, atuando no Câmpus Florianópolis. Tem graduação em Matemática e mestrado e doutorado em Engenharia de Produção, todos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi diretora de Pós-graduação e Pesquisa (2006-2008) e pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (2009-2011) do Instituto Federal antes de tornar-se a primeira reitora eleita da instituição – anteriormente a 2008, quando o Cefet-SC tornou-se IFSC, o cargo máximo era o de diretor-geral. Além de gestora do IFSC, a reitora acumula experiências como membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) e da Comissão Nacional de Avaliação da Iniciação Científica e Tecnológica (Conaic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É integrante do Conselho de Governança da Fiesc, representando o Ministério da Educação (MEC).
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