Ocupações

Olá!

nota_oficialEstamos, desde outubro, com alguns câmpus do IFSC ocupados por alunos que se manifestam contrários à PEC 241 (PEC 55) e contra a Medida Provisória de reforma do Ensino Médio. Temos nos manifestado a favor das causas legítimas em defesa da educação pública em nosso país. Porém, nos últimos dias, tivemos um acirramento das manifestações nos câmpus Araranguá, Palhoça-Bilíngue e Chapecó.

As direções gerais dos câmpus e a Reitoria tentaram de todas as maneiras manter o diálogo, preservando a instituição e o direito de todos em entrar no câmpus para aulas e atividades administrativas.

Além dos questionamentos da população, de alunos e de servidores, fomos demandados pela Advocacia Geral da União, que solicitou informações da situação de cada câmpus. A partir dos relatos dos diretores sobre os impedimentos de acesso a uma instituição pública e da situação ilegal em que se encontram, a Procuradoria está tomando as medidas cabíveis, legais e jurídicas, necessárias para o funcionamento da instituição. Nessa sexta-feira, emitimos nota sobre essa situação, que reproduzo, abaixo, na íntegra:

“Desde o início dos movimentos de ocupação nos câmpus, ainda em outubro, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) adota o diálogo como princípio e postura. Em duas notas publicadas anteriormente, em 20 de outubro e 11 de novembro, o IFSC reconheceu a legitimidade das pautas, porém, também deixou clara a não concordância com atitudes radicais, violentas e que não respeitassem o direito de todos. No mesmo sentido, manifestou-se o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em nota publicada na última segunda-feira (14).

O IFSC torna público que recebeu manifestação da Advocacia Geral da União (AGU) diante da situação dos câmpus Chapecó, Palhoça Bilíngue e Araranguá, onde ocorre o comprometimento das atividades letivas regulares.

Dessa forma, com vistas a resolver a situação de modo a respeitar tanto o direito à livre manifestação, quanto o direito ao acesso das instalações por parte de alunos e servidores, comunica que já respondeu à AGU, encaminhando os relatos das direções-gerais dos câmpus para que sejam analisadas as alternativas e providências cabíveis.”

Reitero aqui o esforço institucional para o diálogo e para que o movimento fosse conduzido de forma pacífica e construtiva. Infelizmente, o diálogo não foi restabelecido nesses câmpus e a situação se tornou insustentável. Como gestores públicos estamos fazendo o que nos cabe, protegendo as pessoas e a instituição.

EJA no IFSC

posts_face_eja_transforma-09Dias 7 e 8 de dezembro, será realizado no auditório da Reitoria o III Fórum EJA do IFSC, que vai discutir, entre outros assuntos, a elaboração de documento norteador da educação de jovens e adultos em nossa instituição.

Recentemente, lançamos a campanha EJA Transforma, uma forma de sensibilizar para a importância da educação de jovens e adultos no IFSC. Segundo o decreto do MEC 5840/96, os institutos federais devem oferecer no mínimo 10% de suas vagas em cursos do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Atualmente, oferecemos apenas 4%, e ainda somos um dos institutos com maior oferta! Esta é uma área onde temos muito a avançar!

Saiba um pouco mais sobre a oferta de EJA no IFSC aqui.

Sobre Maria Clara

Maria Clara é professora do IFSC desde 1990, atuando no Câmpus Florianópolis. Tem graduação em Matemática e mestrado e doutorado em Engenharia de Produção, todos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi diretora de Pós-graduação e Pesquisa (2006-2008) e pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (2009-2011) do Instituto Federal antes de tornar-se a primeira reitora eleita da instituição – anteriormente a 2008, quando o Cefet-SC tornou-se IFSC, o cargo máximo era o de diretor-geral. Além de gestora do IFSC, a reitora acumula experiências como membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) e da Comissão Nacional de Avaliação da Iniciação Científica e Tecnológica (Conaic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É integrante do Conselho de Governança da Fiesc, representando o Ministério da Educação (MEC).
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