Artigo: Obras da Educação Federal

A expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica está permitindo que o ensino público e de qualidade chegue a regiões que não tinham acesso à educação de nível técnico e superior. A história do Instituto Federal de Santa Catarina mostra essa realidade. Apesar de sermos uma instituição centenária, nossa expansão começou a ser concretizada há poucos anos.

Até 2006, tínhamos três câmpus em todo o Estado. Atualmente, estamos com 21 câmpus – sendo 19 em funcionamento e 2 em implantação. Para conseguir administrar essa complexa estrutura, aumentamos o  número de servidores que, neste ano, chegará a cerca de 2 mil profissionais. Além das pessoas, um outro fator fundamental nesse processo é a estrutura física.

De 2010 para cá, já entregamos para a comunidade as sedes definitivas dos câmpus Canoinhas, São Miguel do Oeste, Criciúma, Lages, Gaspar e Palhoça-Bilíngue. No nosso compromisso de oferecer o quanto antes educação à comunidade que nos acolheu, muitos desses câmpus começaram a funcionar mesmo em sedes provisórias em situações não ideais.

Infelizmente, há casos em que esse cenário se estende mais do que gostaríamos. É o que temos vivenciado no Câmpus Itajaí que, por irresponsabilidade e negligência da construtura contratada, está com as obras da sede definitiva atrasadas. A obra parada prejudica uma cidade inteira e nos obriga a pagar aluguel para atender minimamente a comunidade. Por conta de terceiros, pagamos um alto preço social, não ofertando todas as vagas previstas.

As obras são pautas permanentes em nossa agenda. Conclamamos o apoio da comunidade e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para nos apoiar nessas questões. Não vamos descansar enquanto não cumprirmos o compromisso que nos propusemos a fazer em ofertar educação pública de qualidade.

Sobre Maria Clara

Maria Clara é professora do IFSC desde 1990, atuando no Câmpus Florianópolis. Tem graduação em Matemática e mestrado e doutorado em Engenharia de Produção, todos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi diretora de Pós-graduação e Pesquisa (2006-2008) e pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (2009-2011) do Instituto Federal antes de tornar-se a primeira reitora eleita da instituição – anteriormente a 2008, quando o Cefet-SC tornou-se IFSC, o cargo máximo era o de diretor-geral. Além de gestora do IFSC, a reitora acumula experiências como membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) e da Comissão Nacional de Avaliação da Iniciação Científica e Tecnológica (Conaic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É integrante do Conselho de Governança da Fiesc, representando o Ministério da Educação (MEC).
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