Assembleia e proposta aos docentes

Esta semana, eu e os demais gestores do IFSC tivemos que tomar uma decisão muito importante para a instituição. Na última terça-feira, após levantarmos um panorama sobre a finalização do primeiro semestre letivo, decidimos por suspender o início das aulas em 14 dos 19 câmpus do IFSC.

O calendário será mantido apenas nos câmpus Caçador, Criciúma, Garopaba, Lages e Urupema, onde os servidores não aderiram à greve e há totais condições para que o semestre inicie normalmente. Essa decisão foi tomada visando minimizar os prejuízos da greve para nossos alunos, que são a principal finalidade da instituição.

Participação na Assembleia

Nesta quinta-feira, estive presente na Assembleia do Sinasefe-SC, no Campus Florianópolis. Considero que essa participação foi importante para esclarecer a nota oficial, que suspende o início das aulas no segundo semestre, e também a questão do corte do ponto. Deixei claro que o IFSC não adotará esse procedimento com os servidores em greve, pois acredito que a greve é legítima e, mais do que isso, é um direito do servidor.

Aproveitei a oportunidade para ressaltar que, como gestora, não posso deixar que a greve traga prejuízos irreversíveis para a instituição. É claro que uma greve sempre traz prejuízos, mas temos que prezar para que o impacto seja o menor possível, tanto para os alunos, quanto para os próprios servidores.

Proposta aos docentes

Esta semana também acompanhei as negociações entre o Governo Federal e os sindicatos sobre a proposta apresentada para a carreira docente. Acredito que houve avanços importantes na proposta, principalmente nos pontos que esclareço a seguir:

  • Certificação por Conhecimento Tecnológico como critério de progressão por titulação – Considero este um dos pontos mais importantes da proposta. Esse é um anseio antigo dos docentes, de poderem utilizar sua experiência profissional e o desenvolvimento de projetos dentro da instituição para progredir na carreira. Acredito que será um grande avanço para o desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e, inclusive, já me disponibilizei para integrar o Grupo de Trabalho do tema.
  • Plano de qualificação – O governo está se comprometendo com o plano de qualificação dos servidores, o que só traz benefícios tanto para nossa instituição como para toda a rede de educação profissional.
  • Regulamentação de DI para DIII – Esta progressão já está sendo adotada no IFSC, como todos sabem, de modo precário, administrativamente, mas com a regulamentação, por meio de decreto, o docente já vai ingressar na nova carreira no nível correto e resolver uma pendência que se arrasta por 4 anos.

Para ajudar na compreensão da proposta apresentada, vale conferir também a análise feita pelo Ministério da Educação e a análise feita pelo Sinasefe sobre a proposta da carreira docente.

Cabe ressaltar que a regulamentação da carreira, dessa vez, será feita pelo Ministério da Educação (MEC), sem a participação do Ministério do Planejamento (MPOG). Os grupos de trabalho terão, inclusive, a participação de representantes sindicais.

Espero que as negociações avancem e que se abra imediatamente a negociação com os técnico-administrativos, que é nossa maior preocupação no momento.

Sobre Maria Clara

Maria Clara é professora do IFSC desde 1990, atuando no Câmpus Florianópolis. Tem graduação em Matemática e mestrado e doutorado em Engenharia de Produção, todos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi diretora de Pós-graduação e Pesquisa (2006-2008) e pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (2009-2011) do Instituto Federal antes de tornar-se a primeira reitora eleita da instituição – anteriormente a 2008, quando o Cefet-SC tornou-se IFSC, o cargo máximo era o de diretor-geral. Além de gestora do IFSC, a reitora acumula experiências como membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) e da Comissão Nacional de Avaliação da Iniciação Científica e Tecnológica (Conaic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É integrante do Conselho de Governança da Fiesc, representando o Ministério da Educação (MEC).
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