Greve no IFSC

Bom dia!

Nesta semana, minha atenção se voltou ainda mais à greve que está ocorrendo no IFSC, seguindo um movimento nacional de paralisação dos servidores públicos federais e que até o momento tem adesão parcial dos nossos servidores. Reforço nosso pedido para que o Governo Federal abra as negociações.

A paralisação parcial das atividades que ocorre em 13 dos nossos 19 campi, além da Reitoria, fez com que discutíssemos no Colégio de Dirigentes do IFSC – em que me reúno com os pró-reitores e os diretores-gerais dos campi – sobre o calendário acadêmico que começaria a ser encerrado nesta semana em alguns lugares. Na reunião, ficou decidido que não vamos suspender o calendário acadêmico neste semestre em função da greve, entendendo que a paralisação não é total.

Sabemos que alguns cursos serão afetados pela greve e não terão o semestre concluído. E, após o término da greve que ainda não tem previsão, iremos avaliar cada caso de maneira a fazer a reposição das aulas e não prejudicar os alunos. Estou ciente da proposta do Comando de Greve de suspender o semestre. Mas reforço que o calendário é institucional e aprovado pelo Colégio de Dirigentes. Sabemos que numa greve existem prejuízos e temos a consciência de que o movimento fragiliza o trabalho. Mas nossa escolha agora é pensando na menor perda para a instituição, alunos e servidores.

Reforço aqui o nosso respeito ao direito à greve assim como entendemos que deve ser respeitado o direito de quem não quer entrar em greve. Numa situação de crise como a que estamos vivendo, acredito que o respeito deve prevalecer acima de tudo. Sabemos que podemos melhorar ainda mais o nosso trabalho e, mais do que nunca, contamos com a sensibilização do Governo Federal para que entenda esse contexto, abra as negociações e nos permita dar continuidade às ações que estamos desenvolvendo e que sabemos que ajudam sim a transformar o País.

Além da carta que junto com os demais dirigentes da Rede Federal de Ensino Profissional e Tecnológica fizemos pelo Conif na semana passada, nesta semana, o Conselho Superior do IFSC –  órgão deliberativo e consultivo máximo do IFSC – aprovou nesta semana uma moção de apoio à mobilização dos servidores da educação pública federal,  proposta pelos representantes dos servidores técnico- administrativos no Conselho e aprovada pelos conselheiros presentes. O texto solicita a abertura imediata das negociações e apresentação de uma proposta que contemple as reivindicações das entidades sindicais que representam os servidores. Assim como fizemos com a carta do Conif, encaminhamos a moção ao Ministério da Educação e ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para sensibilizar o Governo.

Nesta semana, participei ainda – junto com o diretor de expansão, Caio Monti – de uma mesa promovida pelo Comando de Greve sobre a  expansão da Rede Federal. Durante a discussão, esclareci questões sobre o processo de expansão que iniciou em 2006. Para nós, a expansão representa dificuldades e  desafios e exige um grande esforço para que possamos construir e consolidar os novos campi.  Infelizmente, temos situações complexas como a falta de servidores e uma infraestrutura insuficiente em alguns campi, mas esse é um esforço conjunto em que contamos com o compromisso de todos para buscar o melhor encaminhamento.

Gostaria de compartilhar também que  entregamos ao Comando de Greve uma resposta sobre o retorno dado pelo grupo em relação aos serviços essenciais a serem mantidos no IFSC. Vocês podem conferir aqui o documento na íntegra.  Queremos buscar um entendimento entre as partes, mas estamos atuando para que não tenhamos perdas irreversíveis.

Em relação às férias, o calendário acadêmico do IFSC está mantido e com isso não haverá alteração nas férias dos servidores. Entendemos que a alteração das férias é feita de acordo com o interesse da instituição e nesse momento nossa posição é não alterar.

Até por isso, minhas próprias férias que já estavam agendadas serão mantidas de 9 a 20 de julho. Mas ainda assim continuarei próxima do IFSC, acompanhando todas as atividades e, havendo a necessidade da instituição, eu retornarei ao serviço se for o caso. A diretora-executiva, Silvana Lisboa, ficará como reitora em exercício durante esse período. Junto comigo, a pró-reitora de Administração, Elisa Flemming Luz, também entra de férias e será substituída pelo diretor de Administração, Érico Madruga.

Continuamos à disposição para auxiliar nesse momento de crise, mas ao mesmo tempo, importante para a instituição.

Até a volta!

Sobre Maria Clara

Maria Clara é professora do IFSC desde 1990, atuando no Câmpus Florianópolis. Tem graduação em Matemática e mestrado e doutorado em Engenharia de Produção, todos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi diretora de Pós-graduação e Pesquisa (2006-2008) e pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (2009-2011) do Instituto Federal antes de tornar-se a primeira reitora eleita da instituição – anteriormente a 2008, quando o Cefet-SC tornou-se IFSC, o cargo máximo era o de diretor-geral. Além de gestora do IFSC, a reitora acumula experiências como membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) e da Comissão Nacional de Avaliação da Iniciação Científica e Tecnológica (Conaic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É integrante do Conselho de Governança da Fiesc, representando o Ministério da Educação (MEC).
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